Da escolha dos alimentos à mesa dos estudantes: os cuidados com a alimentação escolar em Correntina

Planejamento nutricional, armazenamento e distribuição integram os cuidados com os alimentos; novo caminhão frigorífico amplia a estrutura de transporte da rede municipal.
Antes de preparar as refeições na Escola Municipal Edivaldo Machado Boaventura, a merendeira Joelma Rodrigues e suas colegas de trabalho conferem os alimentos que chegam à cozinha. Frutas e verduras são examinadas, os prazos de validade são verificados e o estoque é organizado para separar os produtos recém-recebidos daqueles que já estavam nas prateleiras. É assim que Joelma descreve uma das etapas do cuidado com a alimentação dos estudantes da rede municipal de Correntina.
“Todos os produtos que entram lá são vistoriados por nós”, relata Joelma. Segundo a merendeira, os cuidados continuam no armazenamento e no preparo das refeições, com a higienização dos alimentos, utensílios e ambiente. Carnes e frangos estão entre os produtos que exigem atenção especial na conservação.
O trabalho começa antes da chegada dos alimentos às escolas. A nutricionista responsável técnica Heloísa Gomes explica que os cardápios consideram as necessidades nutricionais de cada faixa etária, o tempo de permanência dos estudantes na escola, a cultura alimentar local e a aceitação das preparações. Segundo ela, a equipe também observa as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A partir desse planejamento, são organizadas as etapas de aquisição, recebimento, armazenamento e distribuição dos produtos. Os cuidados incluem a conferência das embalagens, dos prazos de validade e das condições de conservação. Os alimentos perecíveis são mantidos sob refrigeração ou congelamento, conforme a necessidade.
“Um cardápio nutricionalmente adequado só cumpre seu objetivo quando os alimentos são adquiridos, armazenados, transportados e preparados de maneira correta”, destaca Heloísa.
Transporte e distribuição
Na logística, o número de alunos, a localização e a demanda de cada unidade ajudam a definir as entregas. Segundo Natan Rodrigues, diretor de Compras da Merenda Escolar e responsável pela logística, as escolas são agrupadas por região para organizar os deslocamentos. Antes da saída dos veículos, a equipe confere as quantidades, as condições dos produtos e os prazos de validade.
“Como Correntina possui uma extensa área territorial e diversas comunidades rurais, a logística exige planejamento para que os alimentos cheguem às escolas mais distantes em condições adequadas, sem comprometer a qualidade dos produtos”, explica.
Desde 1º de outubro, a distribuição da alimentação escolar passou a contar com o primeiro caminhão frigorífico da Prefeitura de Correntina, recebido por meio de doação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo a nutricionista Heloísa Gomes, a distribuição dos alimentos conta com um caminhão frigorífico e duas caminhonetes, utilizados conforme as necessidades de cada unidade escolar. Antes da chegada do novo veículo, os alimentos que necessitavam de refrigeração eram transportados nas caminhonetes, com auxílio de caixas térmicas.
O caminhão frigorífico dispõe de sistema próprio de refrigeração, tela de monitoramento e aplicativo para acompanhar a temperatura do compartimento de carga. Esses recursos permitem maior controle das condições de conservação durante o transporte, especialmente de carnes, frangos, laticínios e outros alimentos perecíveis.
“Essa modernização trouxe mais controle, segurança e eficiência para o transporte dos alimentos, principalmente nas entregas destinadas às escolas da zona rural, onde as distâncias e o tempo de deslocamento são maiores”, destaca Natan.
Segundo a nutricionista Heloísa Gomes, até 23 de outubro o caminhão frigorífico havia realizado entregas em 11 unidades escolares, sendo seis na zona rural e cinco na sede. O número corresponde às escolas atendidas pelo novo veículo até aquela data. A programação prevê novas entregas às demais unidades.
Ao receber os produtos, as equipes escolares devem conferir as quantidades, as condições das embalagens, os prazos de validade e as orientações de conservação, conforme explica Heloísa. Do planejamento dos cardápios ao preparo das refeições, a alimentação escolar depende da atuação conjunta dos profissionais envolvidos em cada etapa.
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