Escolas de Correntina relatam experiências do Programa Escolas Criativas

por 19 de out de 2026Destaques, Educação, Governo e Comunicação, Importante, Notícias

Exposição de atividades escolares com plantas e hortaliças organizadas em espaços identificados como Jardim, Horta e Pomar, diante de um mural colorido com desenhos de árvores, flores e abelhas.

Iniciado em 2025, programa reúne formação docente, acompanhamento pedagógico e atividades que incentivam a criação, a experimentação e o protagonismo dos estudantes.

O Programa Escolas Criativas reúne sete escolas da rede municipal de Correntina. A ampliação ocorreu em 2026, após a experiência-piloto iniciada em 2025 na Escola Municipal Edivaldo Machado Boaventura. 

Além da unidade-piloto, integram o programa as escolas municipais Antônio Neiva Araújo, Santa Rita, São Sebastião, Verde Amarelo, Veredinha e Palmeiras. Todas as unidades realizaram as atividades do Dia do Scratch e da campanha Mão na Massa em 2026. 

Para Cledivone Mota, técnica da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer e integrante da comissão gestora do programa, a mudança envolve o papel do estudante.

“A mudança mais importante que percebemos está na forma de olhar para o estudante. Ele deixa de ser apenas receptor da informação e passa a construir o conhecimento, participando, criando e compartilhando ao longo do processo de aprendizagem”, ressalta.

Formação chega à rotina das escolas

Na Escola Municipal Santa Rita, na comunidade de Ponte Velha, a professora Ivaneide Alves, embaixadora do programa na unidade, abordou a educação ambiental em uma atividade prática com os estudantes.

“Trabalhamos os três Rs: reduzir, reciclar e reutilizar, com atenção especial ao descarte correto de pilhas. As crianças participaram ativamente e puderam colocar em prática o que já sabiam sobre o tema”, relata.

Na Escola Municipal Antônio Neiva Araújo, em Boa Vista, a professora Joyce Nascimento desenvolve atividades de aprendizagem criativa com uma turma multisseriada do 1º e 2º ano. Entre as experiências desenvolvidas está o varal “Cada Rosto, Uma História”, no qual as crianças criaram rostos utilizando materiais como papel, barbante, botões e lã. A atividade trabalhou identidade, criatividade e respeito às diferenças, com momentos de criação, exposição e socialização das produções.

Segundo a professora, a formação recebida contribuiu para ampliar as possibilidades de trabalho em sala de aula.

“A formação do Programa Escolas Criativas contribuiu para ampliar meu olhar sobre as possibilidades de ensinar e aprender. Passei também a olhar com mais atenção para os materiais e as possibilidades existentes na própria escola e na comunidade. Com planejamento e criatividade, conseguimos desenvolver atividades significativas mesmo quando não dispomos de muitos recursos”, relata.

Nas escolas de pequeno porte, a diretora Sorajna Oliveira explica como a gestão acompanha as práticas pedagógicas.

“O acompanhamento acontece pelo diálogo com os professores, pela análise dos planejamentos, pelas visitas às unidades e pela observação das atividades. Os registros pedagógicos e as produções dos estudantes ajudam a identificar avanços, dificuldades e pontos que precisam ser retomados”, detalha.

Desafios e continuidade

Um desafio inicial foi fazer com que a aprendizagem criativa fosse compreendida não como uma tarefa adicional, mas como outra forma de trabalhar conteúdos já previstos no planejamento. A rede passou a incluir experiências dessa abordagem nos encontros formativos com os professores.

Segundo Ismael Moreira, vice-diretor das escolas de pequeno porte e integrante da equipe formadora, a previsão para 2027 é continuar as formações e ampliar gradualmente o programa. Cledivone Mota confirma a previsão e diz que o objetivo é alcançar toda a rede em quatro a cinco anos. A ampliação, portanto, permanece como uma perspectiva para os próximos anos.

 

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