ETE: uma obra de saneamento, saúde pública e proteção ambiental em Correntina

Projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que será implantada em Correntina.
A Prefeitura de Correntina segue com a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário, uma obra estruturante para ampliar a infraestrutura de saneamento básico do município. Com aproximadamente 30% da execução concluída e cerca de 40% da rede coletora implantada, os serviços avançam para novas áreas da cidade e iniciam a preparação dos primeiros trechos que terão as vias recuperadas após a conclusão das etapas subterrâneas.
A implantação do sistema permitirá que Correntina conte com uma estrutura pública de coleta, transporte e tratamento do esgoto. O projeto prevê aproximadamente 18 quilômetros de rede coletora, por onde os efluentes serão conduzidos até uma estação elevatória e, posteriormente, encaminhados para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde passarão pelo tratamento adequado antes do retorno ao meio ambiente, conforme os padrões ambientais estabelecidos.
Nesta fase da execução, as equipes atuam entre os bairros Deocleciano Silva e São Lázaro, com serviços de implantação da rede coletora, construção dos poços de visita (PVs) e execução das ligações domiciliares que conectarão os imóveis ao futuro sistema.
Além da proteção ambiental, a implantação do sistema representa uma medida de prevenção em saúde pública, ao reduzir a exposição da população ao contato com esgoto sem tratamento. Segundo o médico Rafael Moura, o tratamento adequado do esgoto contribui para diminuir riscos relacionados ao contato com água contaminada.
“O tratamento de esgoto é de suma importância para a população, porque ainda vemos muitos casos de pacientes com queixas de dores abdominais, diarreia e infecções intestinais. Com o tratamento adequado, evitando o contato direto das pessoas com uma água contaminada pelo esgoto sem tratamento, teremos um impacto positivo na diminuição dos quadros infecciosos relacionados a esse contato”, relatou.
Embora a obra provoque impactos temporários, como poeira, alterações no trânsito e mudanças no acesso a alguns imóveis, essas etapas são necessárias para a instalação da estrutura subterrânea, que envolve escavação, implantação das tubulações e recuperação do pavimento.
Por que as ruas precisam ser abertas?
Uma das dúvidas mais frequentes da população é sobre a necessidade das escavações. Diferentemente de uma obra convencional de pavimentação, a implantação de um sistema de esgotamento sanitário exige uma sequência de serviços subterrâneos. Cada trecho passa por etapas como escavação, instalação das tubulações, construção dos poços de visita, execução das ligações domiciliares, fechamento das valas e posterior recomposição do pavimento. Durante a execução, as equipes também identificam estruturas existentes no subsolo, como redes de abastecimento de água e drenagem, realizando os ajustes necessários para preservar a infraestrutura urbana.
De acordo com o fiscal da obra, Aglailson Neves, a recomposição das ruas depende da conclusão das etapas subterrâneas de cada trecho.
“Uma obra de saneamento acontece debaixo da cidade. Primeiro implantamos toda a infraestrutura subterrânea, com escavação, instalação das tubulações, construção dos poços de visita e ligações domiciliares. Somente depois iniciamos a recuperação das vias, garantindo que o sistema esteja preparado para funcionar com segurança”, explicou.
A recomposição do pavimento será realizada por trechos concluídos, após a finalização das etapas técnicas necessárias, evitando a abertura repetida das mesmas áreas. A responsável pela coordenação da obra, a engenheira Viviane Gonçalves, destaca que o planejamento busca reduzir os impactos durante a execução.
“As pessoas enxergam a escavação e os transtornos, mas existe um planejamento diário para reduzir esses impactos. Organizamos as frentes de serviço, capacitamos as equipes e reforçamos a estrutura da obra para executar cada etapa com segurança e entregar um sistema que vai beneficiar Correntina por muitos anos”, afirmou.
Diálogo com a população e medidas para reduzir os impactos
Com o avanço dos trabalhos para áreas de maior circulação, como a região central, os serviços serão planejados para reduzir impactos no trânsito e nas atividades comerciais. Parte das atividades poderá ocorrer no período noturno, entre 18h e meia-noite, com comunicação prévia aos moradores e comerciantes. A obra segue dentro do cronograma atualizado, com previsão de conclusão da rede coletora até dezembro deste ano e do Sistema de Esgotamento Sanitário até o fim de 2027.
O comerciante Wesley Almeida acompanha a execução da obra e destaca que, apesar dos transtornos temporários, a implantação do sistema de esgotamento sanitário representa uma melhoria importante para a cidade.
“Agora está difícil por causa da poeira e das mudanças no acesso. Toda obra tem bagunça, não adianta. Mas, se resolver o problema do esgoto e ajudar a preservar o rio, vai valer a pena para todo mundo”, avaliou.
A moradora Mailde Moura considera que a intervenção representa um benefício coletivo.
“Eles estão fazendo o que têm certeza que vai ser bom. Depois que estiver tudo arrumado, vai ser bom para todo mundo e a água vai chegar mais limpa para quem depende do rio”, afirmou.
A implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário representa um avanço na estrutura de saneamento básico de Correntina, criando uma solução permanente para coleta e tratamento adequado do esgoto e fortalecendo ações voltadas à saúde pública, à proteção ambiental e à qualidade de vida da população.
SERVIÇO
Obra: Implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Correntina.
Andamento: Cerca de 30% da obra executada e aproximadamente 40% da rede coletora implantada.
Rede prevista: Aproximadamente 18 quilômetros.
Frentes de trabalho: Os serviços estão concentrados nos bairros Deocleciano Silva e São Lázaro, com próximas etapas previstas para a região central, incluindo áreas como Mercado Novo, Mercado Velho, Beira Rio, Bazu e Píer Falcão.
Serviços executados: Implantação da rede coletora, ligações domiciliares e recuperação das vias após a conclusão das etapas subterrâneas.
Próximas etapas: Continuidade da implantação da rede, execução das estruturas complementares do sistema e preparação para operação integrada da ETE.
Orientação aos moradores: As equipes técnicas e sociais informam previamente a população sobre cronograma, etapas da obra e impactos temporários das intervenções.
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