Jornada Pedagógica debate currículo inclusivo nas escolas

A construção do currículo pedagógico de Correntina passou por mais uma etapa. Os professores da rede municipal de ensino participaram, nos dias 11, 12 e 13 na quadra da Escola Municipal Anísia Silva Moreira, da Jornada Pedagógica 2020. Eles dialogaram sobre as novas maneiras de elaborar um currículo mais inclusivo e adaptado a realidade do município. O tema desse encontro foi “Currículo em ação – Desafios e possibilidades: Repensando a prática pedagógica”.

Para a secretária municipal de Educação, Joselita Neves, a jornada serve para refletir as questões sobre educação mais inclusiva de forma pratica. “Estamos criando o currículo de forma coletiva, onde nossos professores possam participar dessa construção. Na jornada anterior, nós organizamos as comissões por área de conhecimento e a partir de agora vamos começar a montar o currículo e analisar os documentos da escola, o projeto político pedagógico, regimento interno, para que nós possamos construir de fato como deve ser a educação em Correntina”, afirmou.

O primeiro tema que foi abordado pela jornada foi a educação especial, os educadores foram orientados a como avaliar um aluno da modalidade especial, para além do relatório, afim de que ele mais tarde possa ter um histórico escolar e futuramente ingressar em uma universidade.

“Esses alunos precisam de materiais adaptados e de uma avaliação processual. Se ao chegar na sala de aula o aluno falar “bom dia”, já precisa ser avaliado, qualquer desempenho que ele tiver em sala é necessário reconhecer como um avanço na sua performance escolar”, destacou a professora Sirleide, pós-graduada em Educação Especial e Inclusiva.

No segundo dia da jornada, o assunto debatido foi a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A mestre nessa área, Isaura Francisco de Oliveira, foi convidada para discutir a relação entre o currículo contextualizado da EJA e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“Independentemente da BNCC não ter trazido especificamente a modalidade da EJA no seu texto, nós temos que compreender que essa categoria faz parte da educação básica. E a BNCC tem todos princípios para pensar na educação básica por tanto também engloba a EJA, foi pensando dessa perspectiva que eu tentei mobilizar professores e gestores para ajudá-los a pensar no planejamento, considerando que a BNCC é só um instrumento normativo que orienta, mas que o currículo tem que ser construído por eles”, frisou.

E para encerrar a terceira etapa da construção do currículo pedagógico do município, o último dia foi marcado pela palestra da mestra em educação, Maria Anália Miranda, com o tema, “Reflexão da Formação continuada em Correntina.

Maria Anália mediou a roda de conversa entre professores, estudiosos e pesquisadores sobre a importância da pesquisa e da construção do conhecimento científico na formação dos profissionais da educação de Correntina. A mestra em Educação de Jovens e Adultos, Romênia Barbosa, conversou com os docentes sobre a construção do currículo local.

“Como diz Rubem Alves, nós precisamos ouvir os sujeitos que materializam o currículo na escola, porque um currículo em ação, é aquele que é acessível e tem identificação”, afirmou.

Texto e fotos: Ascom – Prefeitura de Correntina – BA
E-mail: ascom@correntina.ba.gov.br