Etapa pedagógica prepara currículo escolar mais inclusivo

Etapa pedagógica prepara currículo escolar mais inclusivo para 2020
Os Professores que compõem o Sistema Municipal de Ensino, de Correntina, participaram da II  Etapa da Jornada Pedagógica, com o tema: BNCC, na perspectiva inclusiva.

Professores de todas as escolas de Correntina se reuniram, nos dias 21, 22 e 23 de novembro, na quadra da Escola Municipal Anísia Silva Moreira, para a Segunda Etapa Pedagógica: BNCC na perspectiva inclusiva. O evento teve como objetivo realizar a formação para iniciar a elaboração do Currículo como documento de identidade, uma construção social do conhecimento. 

Para a secretária Municipal de Educação, Joselita Neves, “um currículo para Correntina deve conter as marcas de uma escola democrática, inclusiva e que dê visibilidade à cultura local”, ressaltou a secretária.

No primeiro dia de evento (21), o evento foi voltado para o Dia Nacional da Consciência Negra, tema trabalhado  por meio de uma roda de conversa, onde foram discutidos assuntos, como: legislação, racismo e reparação, pelo advogado e especialista em Docência  Universitária, André Inácio de Moura; Negritude e Identidade, pela professora e poeta, Patrícia França; A mulher negra na sociedade atual, pela pedagoga Isidora dos Santos Gonçalves e Empoderamento na educação, debatido pela estagiária e microempresária Selma Nápoli. 

No mesmo dia foram debatidos o conceito, fundamentos e a metodologia aplicada na áreas do conhecimento da BNCC. A mestra em educação, Maria Anália Macedo, encerrou a manhã do primeiro dia, fazendo uma análise de conjuntura sobre a BNCC, numa perspectiva crítica.

Em todas as tardes, os professores se reuniam por área, onde auxiliados por mestres e mestrandos, aprofundaram a temática dessa jornada: BNCC e Currículo.

Foi no dia 22 que os participantes entraram de fato no tema educação inclusiva no currículo escolar de Correntina. A palestrante convidada, Hitana Eliza Silva de Oliveira, especialista em educação infantil, falou sobre a inclusão e intervenção de pessoas com Autismo na grade escolar e na sala de aula.

“A deficiência não está na pessoa, está nos lugares. Uma pessoa entra em determinado local e não tem acesso como as demais, esse lugar é deficiente. Porque se o lugar acolhe bem, a pessoa não se sente deficiente, a deficiência está contida nos lugares”, afirmou.

A professora do Instituto Federal da Bahia no campus Barreiras, Sandra Samara Pires Farias, mestra em Educação com especialização em Educação Especial, palestrou sobre a iniciação da Língua Brasileira de Sinais como um componente curricular.

 “Eu defendo a proposta já prevista no Decreto nº 5.626, de 22 de Dezembro de 2005, que fala que o ensino de libras deve ocorrer desde a educação infantil. Não é descriminado que o aprendizado seja somente para surdos, pessoas ouvintes também devem ser inseridas na linguagem de sinais”, explicou.

No ultimo dia de evento (23), a mestra em Educação de Jovens e Adultos, Romênia Barbosa, dialogou com os docentes sobre a construção do currículo local. “Estamos de forma democrática discutindo sobre a construção do currículo que seja a cara e a identidade da cidade. O objetivo maior é fornecer conhecimento a respeito da Base Nacional Comum e como ela pode ser inserida dentro da sala de aula”, afirmou.

Após essa palestra, foram formadas comissões, por áreas de conhecimento, que coordenaram a pesquisa, o registro e a elaboração da matriz curricular e das novas disciplinas, que farão parte do processo educativo, do município de Correntina.

A professora da Escola Municipal Dom João Muniz, Zigma Rocha de Araújo Beltrão, que trabalha há 20 anos na educação, conta que gostou do evento. “Foi muito proveitoso, conheci mais a BNCC. Aprendi mais sobre o processo que está vindo, assim vou planejar melhor as minhas aulas, além de passar conteúdos mais estruturados para os alunos”, agradeceu.

Já Euza Pereira da Silva, professora da Escola Municipal Divino Espirito Santo (Praia), pontuou sobre como o evento a ajudou a lidar com alunos com deficiência. “Trabalhamos com alunos que têm deficiência e às vezes não sabemos ao certo como tratar essa criança. Essas palestras serão de muita valia no nosso dia a dia”, destacou.

Texto e fotos: Ascom – Prefeitura de Correntina – BA
E-mail: ascom@correntina.ba.gov.br